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Biografias



Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929)

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Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929)
Nasceu em Lisboa a 21 de Novembro de 1857. Columbano, filho do pintor e escultor Manuel Maria Bordalo Pinheiro e irmão de Rafael Bordalo Pinheiro, ingressou, aos 14 anos, na Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde fez o curso em quatro anos. Foi discípulo de Ângelo Lupi e de Simões de Almeida. Benefeciando de uma bolsa de estudo, custeada por D. Fernando de Saxe-Coburgo, viúvo de D. Maria II, partiu para Paris em 1881. No ano seguinte apresentou no `Salon de Paris´ o seu quadro `Soirée chez Lui´ tendo sido bem recebido pela crítica. O mesmo quadro foi exposto em Lisboa, na Promotora, em 1883, após o seu regresso a Portugal. Fez parte do `Grupo do Leão´ - nome de uma cervejaria em Lisboa onde se juntavam um grupo de jovens artistas que se empenhavam numa 'reforma estética' que se dissolveu em 1889 dando lugar ao Grémio Artístico - tendo retratado este grupo num quadro que ficou como um dos mais conhecidos da sua obra. Columbano concorreu ao"Salon" de Paris (1890), à Exposição Universal de Berlim (1891), de Dresde e à Universal de Paris (1900), onde obteve a medalha de ouro. Foi como retratista e pintor de decoração que se celebrizou, encabeçando a geração que renovou as artes plásticas na perspectiva da corrente naturalista. Entre as personalidades que retratou estão: Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Teófilo Braga e Antero de Quental (1889). No domínio da pintura de decoração são da sua autoria, entre outras, as pinturas da sala de recepção do Palácio de Belém e dos aposentos da rainha D. Amélia, no Palácio das Necessidades, os painéis da Sala dos Passos Perdidos da Assembleia da República e as figuras da cúpula da escadaria da Câmara Municipal de Lisboa e do tecto do Teatro Nacional. Em 1901, alcançou o lugar de professor de pintura histórica na Academia de Belas-Artes de Lisboa. Com a implantação da República, Columbano é nomeado, logo a 13 de Outubro de 1910, para integrar a comissão de arrolamento dos bens pertencentes aos palácios reais e, a 15 do mesmo mês, integra a comissão que deverá apresentar ao Governo um projecto de bandeira nacional – será, aliás, o seu projecto que, a 1 de Dezembro, é escolhido formalmente como bandeira da República Portuguesa. A 18 de Dezembro de 1914, Columbano é confirmado como director do Museu de Arte Contemporânea, cujas funções vinha exercendo desde 1911 e ocupará até 1929, ao atingir o limite de idade. Morreu em Lisboa a 6 de Novembro de 1929.

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