D. Manuel II (1889-1932)24

Nasceu a 15 de Novembro de 1889, no Palácio de Belém, filho de D. Carlos I de Bragança e D. Amélia de Orleans. Com a designação de D. Manuel II, foi o último rei de Portugal, de seu nome completo Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio. Foi a segunda vez que se sentaou no trono português '(
) um duque de Beja com o nome baptismal de Manuel, pelo preço caríssimo de um desastre imprevisto (
)'(MALHEIRO DIAS, Carlos, Quem é o rei de Portugal). Filho segundogénito, não foi preparado para ser rei e só o trágico assassinato do seu pai e irmão, a 1 de Fevereiro de 1908, o elevou ao trono. Com um reinado breve, com ministérios efémeros, e sob o signo da ascensão republicana, seria deposto pela revolução do 5 de Outubro de 1910. Depois da implantação do novo regime viveu no exílio na Grã-Bretanha, Londres, acabando por fixar residência em Fullwell Park, aí casando, a 7 de Setembro de 1913 com a princesa Augusta Vitória de Hohenzollern, sem deixar descendência. Durante a I Guerra Mundial apoiou a causa dos Aliados, não lhe parecendo correctas nem as tentativas restauracionistas em tempo de guerra nem a de 1919. Dedicou-se aos estudos bibliográficos, publicando a obra Livros antigos Portugueses - 1489-1600 - da biblioteca de S. M. Fidelíssima, em 3 volumes, o último dos quais póstumo. Morreu a 2 de Julho de 1932, na Grã-Bretanha. O Governo de Salazar determinou a realização de funerais nacionais, levando em linha de conta o desejo de D. Manuel de Bragança de ser sepultado em Portugal. As solenes exéquias tiveram lugar em S. Vicente de Fora, panteão dos Braganças, onde ficou sepultado.