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Arquivo & Biblioteca

Biografias



Raul Sangreman Proença (1884-1941)

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Nasceu nas Caldas da Rainha a 10 de Maio de 1884. Estudou no Instituto Superior do Comércio. Foi um dos mais activos colaboradores da revista 'Alma Nacional', publicada por António José de Almeida em 1910. Colaborou entre 1910 e 1917, como jornalista, em 'A Águia'. Em 1911 foi nomeado conservador da Biblioteca Nacional, cargo que ocupou até à sua exoneração em 1927. Aí formou, juntamente com António Sérgio, Aquilino Ribeiro, António Sérgio, Raul Brandão, Afonso Lopes Vieira, entre outros, o chamado 'Grupo da Biblioteca', composto por um grupo de funcionários da referida Biblioteca e que eram considerados 'intelectuais inconformistas'. Em 1912, fez parte do movimento 'Renascença Portuguesa'. Sendo um firme defensor da entrada de Portugal na Grande Guerra, alista-se no Exército em 1917 como alferes miliciano. Foi opositor de Sidónio Pais. A 15 de Outubro de 1921, é publicado o primeiro número da revista de doutrina e crítica 'Seara Nova', da qual Raul Proença, ao lado de Jaime Cortesão, Câmara Reis, Ezequiel de Campos, Raul Brandão e António Sérgio, foi um dos fundadores. Coordenador dos dois primeiros volumes do 'Guia de Portugal' (1924 e 1927). Participa na primeira grande revolta militar contra a ditadura, chamada de 'reviralhista', a 3 Fevereiro de 1927, exilando-se nesse ano em França. Regressou a Portugal em 1932, altura em que sofreu de um esgotamento nervoso do qual não mais recuperou. Da sua obra, para além das centenas de artigos escritos em revistas e jornais, pode-se destacar: 'Páginas de Política' e 'Eterno Retorno'. A temática central da sua obra é o socialismo democrático, ao mesmo tempo que faz uma crítica à moral burguesa e a todas as soluções ditatoriais. Nesta linha de pensamento, Raul Proença, faz uma crítica 'muito activa ao integralismo lusitano e à emergência do fascismo na Europa'. Definiu-se como um realista idealista defensor 'criação continuada', em que a realidade é o progresso. Em 14 de Agosto de 1980, Jaime Cortesão, Raul Proença, António Sérgio e Aquilino Ribeiro são reintegrados, a título póstumo, na Biblioteca Nacional de Lisboa. Morreu no Porto a 20 de Maio de 1941.

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